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A História de Três Mulheres

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Pe. Demerval Alves Botelho, SDN

Há três mulheres que entraram para a nossa história. Duas delas, como heroínas, e uma, que, saindo da condição de escrava, pela sua personalidade marcante, tornou-se uma grande figura nacional.

São elas: Chica da Silva (1732-1796),  de Diamantina-MG, que, de escrava alforriada, passou a freqüentar as altas rodas da sociedade. Era uma mulher elegante, inteligente e de bom traquejo social. Uniu-se maritalmente a um alto e rico contratador de diamantes português. Quando ele teve que voltar para Portugal, ela herdou todos os seus  bens e passou a levar uma vida nababesca.

A outra é a Madre Joana Angélica de Jesus (1761-1822), de Salvador-BA. Mulher corajosa, que, pelo seu gênero de morte, tornou-se uma grande heroína brasileira.

A terceira é Maria Quitéria (1792-1853). Nasceu em uma fazenda, onde se formou, mais tarde, a atual cidade de Feira de Santana-BA. Foi outra mulher que, como a Madre Joana Angélica de Jesus, se tornou uma grande heroína nacional.

Maria Quitéria foi a primeira mulher a fazer parte do exército brasileiro, onde se inscreveu como voluntária para lutar contra as Províncias que não queriam reconhecer a independência do Brasil e a Dom Pedro como nosso Imperador. Pela sua bravura e seu espírito de luta, é também considerada uma grande heroína brasileira.

Apesar de Chica da Silva e Maria Quitéria terem também uma história muito bonita e interessante, vamos, aqui, nos ocupar apenas da Madre Joana Angélica de Jesus.

Essa Madre nasceu no dia 11 de dezembro de 176. Sentindo, desde a adolescência, o chamado de Deus para a Vida Religiosa contemplativa, entrou para o Mosteiro da Lapa, em Salvador, onde foi barbaramente assassinada no dia 20 de fevereiro de 1922.

Naquele tempo, os ideais de independência de Portugal começavam a incendiar os ânimos entre as tropas portugueses e brasileiras. A Bahia, sobretudo Salvador, tornou-se o centro mais forte de rebelião, por causa da supremacia portuguesa no Brasil.

Travavam-se violentes combates entre as duas falanges. Após lutas sanguinolentas, as tropas brasileiras, por falta de recursos, armas e munições, foram obrigadas a capitular, deixando a cidade entregue à sanha  dos portugueses.

Os saques e as chacinas se espalharam por toda parte. Achando que os Conventos e Mosteiros eram aliados dos brasileiros, os invadiam com fúria diabólica. Um grupo de soldados portugueses inescrupulosos invadem furiosamente o Mosteiro da Lapa, do qual a Madre Joana Angélica era a Superiora.

A golpes de machado e picareta, arrombam o portão de entrada e tentam invadir o Mosteiro. São verdadeiros lobos devoradores à procura de presa para se satisfazerem os seus instintos.

Eis que. de repente, abre-se uma porta e aparece a figura veneranda da Madre Joana  Angélica.  Ela enfrenta com serenidade aquela horda de bárbaros desenfreados.

Mas percebendo, de pronto, a  violência furiosa  dos  militares,  com voz firme e clara, e com coragem destemida, muda de postura e diz para eles: “Para trás, soldados de além-mar! Respeitai, pelos menos a Casa de Deus! Antes de conseguirdes os vossos infames desígnios, tereis que passar por cima de meu cadáver!

Um soldado sacou da baioneta e lhe atravessou o coração com um só golpe. Minutos depois, expirava a Madre Joana Angélica,  como a primeira heroína da Independência do Brasil e mártir da Igreja.

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