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Após 1 ano, delegado que causou batida com morte empresário Batata segue trabalhando

batata

REDAÇÃO – “Faz um ano e até hoje não tivemos retorno. Ainda tenho a esperança de que a Justiça seja feita”. O desabafo é do representante comercial Steyne Knupp Sanglard, 38 anos, enteado do comerciante Fernando José de Oliveira, mais conhecido como Fernando Batata. Neste domingo, 10 de fevereiro, fez um ano que ele morreu após ser atropelado pelo delegado capixaba Adhémar Pereira Fully, na cidade de Manhumirim.

Fernando pilotava uma motocicleta que foi atingida por um Volkswagen Golf conduzido pelo delegado, que abandonou o veículo, foi identificado e se apresentou à polícia um dia após o acidente. Adhémar passava férias na casa de familiares.

Um ano após o crime, Adhémar continua atuando como delegado. Ele chegou a ficar afastado das atividades devido a uma licença médica, mas retornou em menos de 60 dias. O caso foi investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais, que o indiciou por homicídio culposo na direção de veículo automotor, qualificado pela não-prestação de socorro à vítima e embriaguez ao volante.

Além dele, três pessoas foram indiciadas por favorecimento pessoal: Sebastião Tiago Soares de Avelar, Fábio Antônio da Costa e Márcio Jorge Fully, que é o pai do delegado. Márcio também foi acusado de praticar o crime de autoacusação falsa ao assumir o crime no lugar do filho. O caso segue em segredo de Justiça.

PEDIDO DE JUSTIÇA

O representante comercial Steyne Knupp foi criado durante 20 anos por Fernando José de Oliveira e tinha muito carinho por ele. Em entrevista ao Gazeta Online, ele revelou que tem a esperança de que o delegado e as outras pessoas envolvidas no caso sejam responsabilizadas.

“A Justiça tem uma grande oportunidade nas mãos de mostrar que uma pessoa que tem um padrão, como um delegado, também pode ser responsabilizado. Pois as pessoas falam que não vai dar em nada. Não só ele, que foi o infrator, mas quem ajudou ele também tem que ser punido. A gente espera que isso aconteça”, disse.

Steyne ainda disse que não consegue esquecer o ocorrido. “Recentemente encontrei um amigo e, ao falar dele, as lágrimas vieram sem querer. Ele era muito querido. Foi um choque muito grande. É uma coisa que a gente ainda não esqueceu. Tudo lembra o Batata. Meu menino faz bicicross e ele foi um grande incentivador do meu menino, que no ano passado foi campeão no ranking nacional, e ele não estava aqui para ver isso. São coisas que deixam a gente triste”, finalizou.

DELEGADO PODE SER SUSPENSO OU DEMITIDO

Logo após o acidente que causou a morte do comerciante Fernando José de Oliveira, a Policia Civil do Espírito Santo também iniciou uma investigação. Por meio de nota, a assessoria informou que foi instaurado um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), já concluído, para apurar a conduta administrativa, e que a parte criminal ficou a cargo da Polícia Civil de Minas Gerais (MG), onde o fato ocorreu.

Ainda em nota, a Polícia Civil afirmou que, após a conclusão, o PAD foi encaminhado ao Conselho de Polícia para distribuição a algum dos conselheiros, que fará uma nova análise, e submeterá o processo à votação. As punições, nesse caso, de natureza grave, podem ser desde a suspensão até a demissão. A Polícia Civil não informou quando será feita essa análise.

DEFESA

A equipe de reportagem entrou em contato com um dos advogados que representa o delegado, mas ele preferiu não se pronunciar. Disse que “não faria pronunciamentos fora dos átrios do processo, reservando-se no direito tão somente de provar a sua inocência sob a acusação que lhe é injustamente feita”.

RELEMBRE O CASO

Imagens de câmeras de segurança da cidade de Manhumirim (MG) registraram o exato momento do acidente que matou o comerciante Fernando José de Oliveira, conhecido como Fernando Batata, no dia 10 de fevereiro de 2018 (veja o vídeo abaixo). Fernando conduzia uma motocicleta quando foi atingido por um Golf, dirigido por Adhémar Pereira Fully, delegado de polícia que na época era titular nas cidades capixabas de Apiacá e Bom Jesus do Norte. O acidente ocorreu no capixabas de Apiacá e Bom Jesus do Norte. O acidente ocorreu no momento em que o Golf realizava uma ultrapassagem proibida, batendo de frente contra o motociclista.

O veículo foi encontrado pela polícia minutos depois, abandonado em uma rodovia com a frente completamente destruída. O motociclista chegou a ser encaminhado para um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos e morreu horas depois.

Moradores de Manhumirim contaram à reportagem do Gazeta Online, um dia após o acidente, que Fernando Batata era dono de um bar muito frequentado na cidade, e que o comerciante era muito querido. Fernando Batata já foi candidato ao cargo de vereador no município, nas eleições de 2016. O corpo do comerciante foi sepultado na tarde do dia 11 de fevereiro na cidade de Muriaé (MG).

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As informações são do Gazeta Online

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